sexta-feira, 30 de julho de 2010

Liga Lula!

Começou nesta semana uma campanha pelo Twitter intitulada "Liga Lula" para sensibilizar o presidente brasileiro a ligar pessoalmente (e não apenas através de seu ministro das Relações Exteriores) a Mahmoud Ahmadinejad. Motivo: evitar a morte de uma mulher, acusada de trair o marido --o manifesto, lido pela atriz Mika Lins, está no www.catracalivre.com.br.
Não sei se a opinião pública mundial vai conseguir reverter essa decisão e evitar que a mulher seja apedrejada ou enfocada. Mas poucas pessoas no mundo têm condições de serem ouvidas pelas autoridades iranianas. Uma delas é Lula, que tentou fazer uma intermediação para que o Irã não sofresse retaliações por seus projetos nucleares.
Se Lula considerou ser possível encontrar uma solução para o intricado conflito no Oriente Médio e tirar um compromisso de que o Irã não estaria interessado em construir uma bomba nuclear, muito menos difícil, suponho, seria ele evitar a morte daquela mulher.
Já teria valido alguma coisa suas incursões, até agora infrutíferas, pelo Oriente Médio.


Morte a pedrada não dá!

terça-feira, 27 de julho de 2010

A refilmagem do clássico - O Bem Amado

Baseado na obra de Dias Gomes, O Bem Amado conta a história do prefeito Odorico Paraguaçu, que tem como meta prioritária em sua administração na cidade de Sucupira, a inauguração de um cemitério.
De um lado é apoiado pelas irmãs Cajazeiras. Do outro, tem que lutar contra a forte oposição liderada por Vladimir, dono do jornaleco da cidade.Por falta de defunto, o prefeito nunca consegue realizar sua meta. Nem mesmo a chegada de Ernesto - um moribundo que não morre - e a contratação de Zeca Diabo, um cangaceiro matador, lhe proporcionam a realização do sonho.
Odorico arma situações para que alguém morra, mas o primeiro corpo a ser sepultado em Sucupira será o do próprio prefeito, que de caçador se torna caça e passa de vilão à mártir. A refilmagem do clássico para o cinema acaba de ser lançado. É produzido por Paula Lavigne e escrito e dirigido por Guel Arraes. No papel principal, Marco Nanini.

sábado, 24 de julho de 2010

Stallone faz comentários sobre as Filmagens no Brasil.

Na Comic-Con 2010, a maior feira de cultura pop do mundo, para divulgar o seu filme “Os mercenários”, o ator e diretor Sylvester Stallone fez um comentário politicamente incorreto sobre o tempo em que filmou no Brasil. Segundo o site da revista “Variety”, Stallone afirmou que rodar o longa no país deu mais liberdade para o uso de mais violência, com mais armas e destruições.

“Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado, e aqui está um macaco para você levar de volta para casa’.”

Segundo a "Variety", o comentário foi feito em uma mesa sobre a brutalidade de fazer um filme de ação. Ainda de acordo com a publicação, um documentário foi feito em paralelo ao longa de ficção para demonstrar como é o cotidiano de uma produção do gênero, e as seguidas idas ao hospital de gente do elenco.
Durante as filmagens, houve ao menos um episódio em que Stallone se machucou durante as filmagens, conforme publicado na época no blog da produção. Em uma cena de luta, o ator dispensou o dublê e terminou a sequência sangrando.
A Comic-Con, feira de quadrinhos, cinema, séries de TV e cultura pop em geral, começou na quinta-feira (22) e segue até o domingo (25) no San Diego Convention Center, na Califórnia, nos EUA.
Com Bruce Willys (de 'Duro de matar'), Mickey Rourke (de 'Homem de ferro 2'), o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e a atriz brasileira Giselle Itié no elenco, o longa de ação tem trama política envolvendo regimes ditatoriais na América do Sul. A previsão de estreia do filme no Brasil é 13 de agosto.

                                                                                                                                        Fonte: globo.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O voto: direito ou obrigação?

Ano sim e ano não; estamos frente às urnas eletrônicas para “depositarmos” nosso voto. O ato de votar é tido como um direito do cidadão brasileiro, porém isto é visto, pela maioria da população, como uma obrigação.
Nos últimos anos, presenciamos escândalos, mentiras, falcatruas, corrupção, dinheirama em malas e cueca, roubalheira do dinheiro público de estatais, entre outras pilantragens dos políticos e seus assessores. Quando assistimos aos telejornais, até parece que estamos dormindo e tendo pesadelos. Temos vergonha de certos políticos, partidos e seus bajuladores de plantão. Até parece que a corrupção venceu a esperança!Durante o último período eleitoral, havia rumores de que o descontentamento da sociedade brasileira iria configurar muitos votos nulos, brancos e abstenções. Foram veiculados nos canais de televisão, rádios e até em cartazes, várias propagandas afirmando que o voto era um direito do cidadão. Formadores de opinião pediam para não anularem o voto, pois, segundo eles, o voto nulo não seria a solução. Isso tudo serve como lição e, a partir de agora, que tal pensarmos em uma reforma política que partisse para o voto facultativo. Talvez, para os “politiqueiros”, ainda compense nos obrigar a votar.
A sociedade brasileira está desanimada e decepcionada com a maioria dos políticos e não suporta mais promessas e discursos fajutos. Que cruel realidade esta nossa! Políticos corruptos (alguns, com caso comprovado de “assalto” aos cofres públicos), dizendo que vivemos numa maravilhosa democracia e que, aqui, temos o direito de votar em nossos representantes. Entretanto, após as eleições e os eleitos (graças aos votos do povo) dão as costas ao povo. Infelizmente, a realidade é essa, a democracia do voto esta aí, mas cadê a democracia social e econômica? Onde está a saúde? Cadê a educação? 
Será mesmo que a ação de votar é um direito ou uma obrigação? Pode não ser levado como um direito e, até pode ser visto como obrigação, mas o foco principal do voto dos políticos é somente ganhar as eleições. Temos que levar o voto como um direito de participar da democracia e isso não precisaria ser obrigatório. O voto facultativo é mais democrático, só quem realmente estiver interessado irá dedicar parte de seu tempo para analisar as plataformas políticas, os planos de governos e, claro, ir a uma zona eleitoral depositar o seu crédito a alguém e fiscalizar o processo eleitoral. 
O voto obrigatório dá margem para a corrupção, encarece o processo eleitoral e as campanhas políticas. Um dos reflexos do voto obrigatório é que o Brasil é um dos campeões mundiais de votos brancos e nulos e em votação para bichos esdrúxulos como o Macaco Tião e o Cacareco que já fazem parte do folclore político brasileiro. A sorte dos políticos é que a urna é eletrônica, sendo assim, ninguém pode escrever o que pensa e o que quer nas cédulas, como se fazia antigamente.
No Brasil, já existe o “Movimento pelo Voto Livre” e há um site que apresenta dados alarmantes: dos 232 apenas países existentes, 213 operam com o voto facultativo e apenas 20 com o voto obrigatório, sendo 11 países das Américas do Sul e Central e grande parte dos demais países são países subdesenvolvidos ou "em desenvolvimento" como o Brasil. Vejam a lista: Albânia, Argentina (desde 1912), Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, República do Congo, Costa Rica, Equador, Egito, Grécia, Honduras, Líbano, Líbia, Luxemburgo, Nauru, Panamá, Paraguai, Singapura, Uruguai e Tailândia.Diante disso, vamos repensar as nossas concepções eleitorais a respeito do que seja direito e obrigação.
                                  
 Vamos defender o voto livre!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Super Size Me – A Dieta do Palhaço

Morgan Spurlock concebeu Super Size Me quando viu o resultado de um processo movido por duas garotas contra o McDonald’s, acusando-o pelas suas más condições de saúde. O juiz declarou que não podia condenar a rede de lanches, por não ter ficado provada a correlação entre a alimentação fornecida por ela e os problemas de saúde das garotas. Spurlock decidiu, então, provar que a correlação existe. Propôs-se a, durante trinta dias, alimentar-se exclusivamente das coisas vendidas pelo McDonald’s.
A idéia foi fazer uma experiência-limite, a fim de medir os efeitos de uma dieta constituída por fast food no organismo e comprovar que ela é prejudicial. Spurlock conseguiu o que queria – todas as suas taxas de saúde (glicose, colesterol etc.), antes perfeitas, alcançaram patamares altissimos e seriamente perigosos à saúde, a ponto de Ter-lhe sido recomendado abandonar a experiência, por não se ter idéia do quão mal ela poderia lhe causar. O aumento de peso também foi considerável: onze quilos em trinta dias – mais de 10% do seu peso corporal (que era de 84,3 quilos) em pouco tempo, o que é sempre perigoso. Um dos médicos apontou que a dieta rica em fast food provou-se tão danosa quanto beber em excesso. O fígado de Spurlock transformou-se em patê. Foram necessárias oito semanas de desintoxicação para voltá-lo a condições aceitáveis, e nove meses para retomar o peso corporal anterior. Os médicos afirmaram que, mesmo tendo feito a experiência por apenas trinta dias, ela foi tão danosa que, possivelmente, a vida e Morgan Spurlock sofrerá algum encurtamento.
A maior crítica ao filme é que ninguém, em sã consciência, come no McDonald’s com tamanha regularidade. A própria lanchonete alegou isso em sua defesa. Ocorre que ela nunca informou que comer fast food com tanta freqüência pode ser perigoso. Ao contrário, incentiva desde a infância o consumo de seus produtos. 72% dos norte-americanos comem no McDonald’s ao menos uma vez por semana. Isso sem falar nas outras lanchonetes. Assim, o grande problema apontado por Spurlock é a falta de informações adequadas aos clientes, aliada a uma campanha publicitária maciça em favor de uma alimentação nada saudável.
Outro ponto interessante refere-se à péssima qualidade dos lanches servidos nas escolas públicas – nada balanceados, gordurosos e incentivadores da obesidade. Some-se a isso o fato de que um americano médio caminha menos de três quilômetros por dia.
O diretor traz alguma influência de Michael Moore ao filme, construindo-o com auxílio de desenhos e não abrindo mão da música. O resultado final é interessante.



Ficha técnica

Super Size Me. EUA, 2004. Documentário. 98 min. Direção: Morgan Spurlock. Com Morgan Spurlock e Daryl Isaacs.


 

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia mundial do rock and roll

     Há exatos 25 anos acontecia um festival com bandas do mais puro Rock´n Roll, entre elas: The Who, Led Zeppelin, Dire Straits, Queen, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton e Black Sabbath, sem contar outros nomes de peso. Era 13 de julho de 1985, dia do Live Aid. Bem, nem é necessário sair do primeiro parágrafo para dizer que “abençoados são aqueles que puderam aproveitar as décadas de 1960 e 1970”, pois foram estes que puderam vivenciar os tempos áureos do Rock´n Roll.
A partir desta data histórica, em todo ano comemora-se o Dia Mundial do Rock. Assim, é pertinente citar os nomes dos responsáveis pelo sucesso deste festival - realizado simultaneamente em Londres (Inglaterra) e na Filadélfia (EUA) e transmitido para vários países -, pois eles foram os responsáveis por o Rock´n Roll ser o que é hoje. Desde suas origens vindas do Blues, Folk e Gospel, o Rock foi tomando formas incríveis até se estagnar nos dias de hoje. Infelizmente não se vê inovações mensuráveis desde a criação do Grunge de Seatle, na década de 1990.
     De seu surgimento com o Rockabilly de Elvis, Jerry Lee Lewis e outros nomes influenciados pelo rhythm and blues, como Chuch Berry e Little Richard, na década de 1950, o Rock´n Roll teve representantes britânicos revolucionários que foram responsáveis pelo surgimento de diversas vertentes a partir dos anos 1960. Os rapazes de Liverpool, que dispensam apresentações, os Rolling Stones e a Yardbirds, da onde saíram grandes guitarristas como Eric Clapton, Jimmy Page e Jeff Beck.

    A década de 1970 foi marcada pelas bandas de som mais pesado e também pelos sons mais viajantes - Hard Rock, vulgo Heavy Metal, e Progressivo, respectivamente. Led Zeppelin, Deep Purple e Ozzy Osbourne com sua banda, foram os precursores do Hard Rock, mas muitas músicas são melhor rotuladas como Heavy Metal, pelo alto teor de peso.
    Ainda no final da década de 1970, no entanto, mais expressivamente nos anos 1980, vieram outras bandas deste estilo, dentre elas: Kiss, AC/DC, Judas Priest, Iron Maiden, Van Halen e Metallica. O progressivo, representado por Pink Floyd, Yes e Rush (entre outras tantas bandas geniais que não caberiam em poucas linhas), foi um estilo que surgiu misturando basicamente o jazz fusion e a música clássica ao Rock´n Roll. O Punk Rock também fez legado, abordando questões sociais com pitadas de rebeldia, embalado pelo som de bandas como The Clash, Sex Pistols e
    Existiram muitos outros estilos, assim como continuam sendo criados até hoje. Não podemos esquecer do Glam Metal, com Twisted Sisters, Mötley Crüe, Skid Row, Poison; ou o Pós Punk de Joy Division, Bauhaus, The Cure e até mesmo U2; além do som alternativo do R.E.M, The Feelies e Velvet Underground. Sem falar do Rock Nacional de Raul Seixas, Secos e Molhados, RPM, Ultraje a Rigor, Camisa de Vênus, Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso, e de tantos outros estilos ao redor do mundo – Metal progressivo, Metal alternativo, Indie Rock, Rock Industrial, Acid Rock, Samba Rock, Surf Rock, New Wave, ufa... E ainda tem muito mais!
    É obvio que a conversa sobre Rock´n Roll pode se tornar uma discussão de dias, de meses ou até de anos e isso não é exagero. São milhares de gêneros e sub-gêneros, além de milhões de possibilidades. Atualmente são poucas novidades que chegam a se equiparar com a qualidade comum das “décadas de ouro”. Para os mais pessimistas, a fonte do Rock´n Roll está se esgotando, mas uma coisa é certa: O Rock é o gênero musical que mais envolve os ouvidos humanos. Feliz Dia do Rock!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

32 Anos sem Jim Morrison

Jim Morrison foi o vocalista e letrista da banda de rock The Doors, que surgiu dos clubes de Los Angeles para ser uma das bandas nacionais de topo no final da década de 1960. Morrison era um protótipo do ícone do rock autodestrutivo: carismático bonito, incomodado, e ainda distante. The Doors foi criado em 1965 por Morrison e o tecladista Ray Manzarek, que eram unidas por John Densmore e Robby Krieger. Seu álbum de 1967 The Doors foi um enorme sucesso, graças à "Light My Fire único." Mais álbuns se seguiram, incluindo Strange Days (1967), Waiting for the Sun (1968, com o single "Olá, Eu te amo") e LA Woman (1971, com o melancólico, sonhador single "Riders on the Storm"). letras obscuras e psicodélico Morrison eram populares e controversos, como foram suas travessuras no palco: em 1969 ele foi preso por se expor a concertgoers em Miami, Florida. O abuso de álcool e drogas continuou a crescer junto com esta fama, e ele morreu em sua banheira em Paris, França aos 27 anos de idade, de um aparente ataque cardíaco.


The Doors - Spanish Caravan (From "Live In Europe 1968" DVD)